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Estabelecendo limites




Seja, porém, o vosso falar: Sim, sim; Não, não; porque o que passa disto é de procedência maligna. Mateus 5:37


O outro sempre terá uma opinião equivocada a seu respeito, a menos que ele tenha paciência de lhe conhecer intimamente dia após dia e isso leva tempo, dedicação, perseverança e acima de tudo amor. Isso é um ótimo motivo para que você não se preocupe com a opinião dos outros. É melhor ter 10 pessoas com raiva de você, pois lhes disse um não, não posso, não quero ou não gosto, do que ter 10 pessoas ao seu lado invadindo todos os seus limites e transformando sua vida num verdadeiro inferno. Estabelecer limites é Bíblico, além de ser saudável. Muitos acham que sabem o que é melhor para você, outros acreditam que Deus fala de você para eles, mas se Deus quiser falar de você para alguém, pode ter certeza que Ele falará para você mesmo em primeiro lugar. Deus não é garoto de recado, se você tiver uma vida de intimidade com Ele, Ele mesmo virá e falará com você aquilo que Ele deseja que você faça. Se você não sabe qual o teu chamado, por exemplo, não espere que o outro adivinhe qual é para você. Busque a Deus, Ele mesmo lhe dirá.


Digamos que você gostaria de ouvir uma pregação sobre domínio próprio, daí você escolhe um pregador do seu gosto e diz: “ei fulano, o que acha de pregar sobre domínio próprio?” O fulano para, pensa, respira fundo e responde: “certo irmão, se Deus me mandar pregar sobre isso pregarei”. Ele estabeleceu um limite, mas pode ter certeza que a outra parte vai pensar mal dele. Não é engraçado quando as pessoas querem que você faça coisas que elas querem, e não as coisas que Deus lhe pediu para fazer? E quando alguém faz planos contando com você? “Ei irmã, vou viajar em outubro e deixarei teu sobrinho na sua casa”. Oi? As pessoas têm as agendas delas, e querem colocar você na agenda delas, sem se darem conta de que você também tem a sua própria agenda. Quer outro exemplo interessante? “Ei fulano, você prega muitas exortações, que tal pregar sobre evangelismo?” Oi? A pessoa tem um chamado profético, mas o outro quer que ela seja evangelista. Outro exemplo bem comum em igrejas grandes, quer ver?


“Oi querida tenho um grupo de adolescentes para você liderar, que tal começar na semana que vem?” Agora vou mostrar algumas respostas a essa pergunta e suas consequências:

1. Não é meu chamado, mas eu aceito.

• A pessoa falou a verdade, mas aceitou algo que não está de acordo com a vontade de Deus para ela. Mas ela será amada por todos, pois a liderança vê isso como abdicar por amor, eu vejo como opressão.

2. Olha eu não tenho culpa que a igreja está enorme e vocês querem empurrar pessoas sem chamado para liderar. Adolescentes? Eu heim, era só o que me faltava. Claro que não quero.

• A pessoa falou a verdade, porém seu expressivo aborrecimento fez dela uma crente a ser evitada pelos demais.

3. Tá bom eu aceito (sem querer aceitar).

• A pessoa mentiu, sabe lá Deus por quê. Não tem o menor jeito para liderar e o grupo entra em colapso um mês depois. Esse crente fica mal visto pela incompetência.

4. Eu agradeço a confiança, mas eu sei para o que Deus me chamou e não tem grupo de adolescentes nessa trajetória.

• A pessoa falou a verdade, com toda delicadeza, mas a liderança diz que esse crente é metido, insubordinado, não disposto, entre outras coisas.


Consegue entender que a dificuldade de estabelecer limites é algo comum no corpo de Cristo? A resposta 4 seria a resposta perfeita, mas uma liderança que desconhece limites certamente não aceitará bem os limites impostos pelo outro.

Amados, esse assunto é muito sério, vejo todos os dias cristãos sendo oprimidos por não conseguirem impor limites. E outros, também opressos, colocando peso sobre seus liderados.


Tem uma frase de traseira de caminhão que eu gosto muito, ela diz: Deus deu uma vida a cada um, cuide apenas da sua. Nunca é tarde demais para estabelecer limites e também para respeitar os limites do outro. Isso é aplicável em todos os âmbitos da vida, seja na igreja, trabalho, família, amigos e qualquer tipo de relacionamento. Seja o seu sim, sim e o seu não, não, o que passar disso é de procedência maligna. Seja gentil sempre, mas não leve fardos desnecessários. Ser gentil não é ser bobalhão, você pode ser gentil e firme ao mesmo tempo, no início não é fácil, mas com o tempo será algo natural. Não negocie sua paz.


Carina Ramos – Ministério Vida